O dia, enfim, chegou. Depois de um casamento emocionante e uma festa maravilhosa, só faltava fechar com chave de ouro: nossa viagem para Roma!
As malas já estavam prontas com antecedência, tudo bem arrumadinho, documentos em mãos... #partiuaeroporto
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| Entrada do Aeroporto de Salvador |
Saímos de Salvador no dia 19 de novembro. Estava um calor de lascar! Nossa viagem estava marcada para 22:30 horas e chegamos no Aeroporto Internacional 2 de Julho, às 20:00 horas. Como já havia dito em outra postagem, eu nunca havia feito uma viagem internacional e estava empolgadíssimo. Me sentia uma criança! Sempre que fiz viagens aéreas nacionais, eu ficava olhando para a área de embarque dos voos internacionais e imaginando o que havia por trás daquelas paredes de vidro do saguão diferenciado. Finalmente, eu iria invadir aquele mundo estranho e descobrir suas belezas... Só que não.
Que decepção! Primeiro: o aeroporto estava em reforma, por conta do vindouro evento da Copa do Mundo 2014 e parecia um canteiro de obras. O espaço estava tão reduzido que haviam poucos lugares para sentar. Segundo: poucos dias antes, a Duty Free de Salvador havia fechado, por conta do fim do contrato. A única lojinha que funcionava era uma "biboquinha", que vendia água, refrigerante e biscoitos por preços altíssimos. Sério, o negócio era tão pequeno que só cabiam umas duas pessoas por vez. Ah! E o ar condicionado devia estar quebrado, pois o calor estava dominando. Eu olhava pelas paredes de vidro e via as pessoas do embarque nacional, com espaço de sobra e mais opções para sentar e comer e pensava como eu era boboca por ansiar estar do outro lado.
Mas, como diz o ditado, nada é tão ruim que não possa piorar. Cerca de meia hora antes do embarque, um funcionário avisou que o nosso portão estava sendo mudado para o andar inferior. "Desçam aquela escada rolante", ele disse. "Opa!", pensei, "nem havia notado a tal escada! Será que lá embaixo é onde tudo de maravilhoso fica?". Ledo engano... A lógica religiosa já nos preparava para isso. Se estávamos no "purgatório", descendo, só poderíamos encontrar o "inferno". Se o espaço lá em cima era reduzido, aqui embaixo era pior. Uma pequena sala, onde caberiam umas 30 pessoas, haviam 100 ou mais. As poucas cadeiras estavam ocupadas e haviam idosos e mulheres com crianças de colo em pé, sem terem o que fazer. Os poucos funcionários que estavam no lugar expressavam sua insatisfação de estar ali, tanto quanto nós. Pensei em várias comparações, dadas as devidas proporções, tipo cadeias superlotadas, campos de concentração nazistas, curral de bois e coisas do gênero. Elane, já com dor na coluna, sentou logo no chão e esperamos a libertação. Foram minutos que pareceram horas! Mas a esperança ainda existia! Já passamos pelo purgatório e inferno... Em breve nossos pecados seriam expiados e só restaria subir em direção aos céus. E o momento chegou!
Entramos no avião e nos preparamos para, agora sim, nossa viagem. Paraíso, aqui vamos nós!



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