domingo, 8 de dezembro de 2013

E chegou o dia!

O dia, enfim, chegou. Depois de um casamento emocionante e uma festa maravilhosa, só faltava fechar com chave de ouro: nossa viagem para Roma!


As malas já estavam prontas com antecedência, tudo bem arrumadinho, documentos em mãos... #partiuaeroporto

Entrada do Aeroporto de Salvador

Saímos de Salvador no dia 19 de novembro. Estava um calor de lascar! Nossa viagem estava marcada para 22:30 horas e chegamos no Aeroporto Internacional 2 de Julho, às 20:00 horas. Como já havia dito em outra postagem, eu nunca havia feito uma viagem internacional e estava empolgadíssimo. Me sentia uma criança! Sempre que fiz viagens aéreas nacionais, eu ficava olhando para a área de embarque dos voos internacionais e imaginando o que havia por trás daquelas paredes de vidro do saguão diferenciado. Finalmente, eu iria invadir aquele mundo estranho e descobrir suas belezas... Só que não.


Que decepção! Primeiro: o aeroporto estava em reforma, por conta do vindouro evento da Copa do Mundo 2014 e parecia um canteiro de obras. O espaço estava tão reduzido que haviam poucos lugares para sentar. Segundo: poucos dias antes, a Duty Free de Salvador havia fechado, por conta do fim do contrato. A única lojinha que funcionava era uma "biboquinha", que vendia água, refrigerante e biscoitos por preços altíssimos. Sério, o negócio era tão pequeno que só cabiam umas duas pessoas por vez. Ah! E o ar condicionado devia estar quebrado, pois o calor estava dominando. Eu olhava pelas paredes de vidro e via as pessoas do embarque nacional, com espaço de sobra e mais opções para sentar e comer e pensava como eu era boboca por ansiar estar do outro lado.

Mas, como diz o ditado, nada é tão ruim que não possa piorar. Cerca de meia hora antes do embarque, um funcionário avisou que o nosso portão estava sendo mudado para o andar inferior. "Desçam aquela escada rolante", ele disse. "Opa!", pensei, "nem havia notado a tal escada! Será que lá embaixo é onde tudo de maravilhoso fica?". Ledo engano... A lógica religiosa já nos preparava para isso. Se estávamos no "purgatório", descendo, só poderíamos encontrar o "inferno". Se o espaço lá em cima era reduzido, aqui embaixo era pior. Uma pequena sala, onde caberiam umas 30 pessoas, haviam 100 ou mais. As poucas cadeiras estavam ocupadas e haviam idosos e mulheres com crianças de colo em pé, sem terem o que fazer. Os poucos funcionários que estavam no lugar expressavam sua insatisfação de estar ali, tanto quanto nós. Pensei em várias comparações, dadas as devidas proporções, tipo cadeias superlotadas, campos de concentração nazistas, curral de bois e coisas do gênero. Elane, já com dor na coluna, sentou logo no chão e esperamos a libertação. Foram minutos que pareceram horas! Mas a esperança ainda existia! Já passamos pelo purgatório e inferno... Em breve nossos pecados seriam expiados e só restaria subir em direção aos céus. E o momento chegou!

Entramos no avião e nos preparamos para, agora sim, nossa viagem. Paraíso, aqui vamos nós!


A preparação



Nos meses que se seguiram, entre os preparativos do casamento, parávamos um ou outro momento para pesquisar sobre o nosso destino. O que faríamos por lá? Que lugares visitaríamos? E detalhes como celulares, internet, GPS, mapas, transporte?

Uma das principais dicas que nos deram foi o Roma Pass. O que é isso?

O Roma Pass é um cartão, que pode ser comprado em diversos pontos da cidade, que lhe concede uma série de vantagens. Uma delas é o trânsito livre utilizando o transporte público, seja ônibus ou metrô. Ele é válido por 3 dias. Fora isso, ele concede duas entradas gratuitas nas duas primeiras atrações que você escolher, além de desconto nas demais.


Ele pode ser ou não vantajoso para o turista. Isso vai depender de quantos dias você vai ficar na cidade e de quais atrações você vai usar nas duas primeiras vezes. Para nós, acabou sendo bastante útil, principalmente pelo fato de não conhecermos bulhufas do local, estarmos sem nenhum guia, além de poder ter a segurança de que poderíamos rodar à vontade e pegar quantos transportes quiséssemos, sem nos preocuparmos em ter que ficar comprando tickets. Fora o apoio por telefone, inclusive em português, no caso de uma necessidade.

Outra dica que nos deram foi sobre desativar a internet no celular, para quem tem chip pós-pago. Dizem que, caso isso não seja feito, o celular pode gerar uma conta astronômica. 


Quanto à internet, o hotel que escolhemos fornecia wi-fi gratuita, mas vimos que a maioria deles cobra pelo serviço. Já nas ruas, qualquer estabelecimento fornece o serviço para os clientes. É só entrar, consumir algo e pedir a senha. Outra possibilidade é comprar um chip telefônico pré pago local. Não tivemos uma boa experiencia com isso, mas foi por culpa exclusivamente nossa. Depois conto com mais detalhes.

E compras? Vale a pena comprar por lá? A maior parte das pessoas deixava claro que Roma não era, exatamente, um lugar para economizar. Pense assim: se algo custa $50 dólares nos EUA, em Roma ele vai custar €50 euros. Como o dólar estava, na época, na faixa de R$2,40 e o euro a R$3,20, concluímos que lá não é um lugar bom para comprar aparelhos eletrônicos, por exemplo. Não vimos vantagem nem no próprio Duty Free. Pelo menos, não nos itens que gostaríamos de comprar. Sairia mais barato importar dos EUA.

Verificar a condição do passaporte também é fundamental. Eu não tinha um e tive que correr atrás. Esse não é um documento que você tira de um dia para o outro, então, o providencie com antecedência. Elane tinha, mas já estava vencido. Foi preciso fazer outro.

Outro detalhe importante foi saber a condição provável do tempo no local. Como a viagem era em novembro, descobrimos que faria um frio relativo e chuva. Muita chuva! Isso é fundamental para saber o tipo de roupa que você vai precisar levar. Eu mesmo não tinha nenhum tipo de roupa de frio, tive que correr atrás!



Por fim, fomos definir quais locais eram obrigatórios para a visitação e quais eram opcionais. Nessa brincadeira, o Google Street foi usado e abusado. Rodamos tanto, virtualmente, pelas ruas de Roma que, quando passamos lá de verdade, a cidade já nos parecia uma velha conhecida.



Depois, foi só esperar o dia chegar!


A decisao!



Estávamos muito felizes. Casamento marcado e planejamento a mil! Entre tantos detalhes, a dúvida permeava nossa mente. E a lua de mel? Na época, não fazíamos ideia dos custos que teríamos com tudo e não havia como prever com exatidão o quanto sobraria para uma viagem. Mesmo assim, pesquisar não custa nada, não é mesmo?

Pensamos em várias possibilidades de destinos, tanto nacionais, como internacionais. Percebemos que uma viagem local para um bom lugar sairia com custos semelhantes ao de uma viagem para o exterior. Por que não?

Elane já conhecia outros países, como Chile e Argentina. Eu, mal conhecia o Brasil. O que viesse, pra mim, seria lucro! Procuramos em sites de viagens e chegamos à CVC. Vários pacotes à disposição com preços atrativos e possibilidades de pagamento parcelado. Então, com algumas ideias de destinos, fomos à agência e conversamos com a funcionária para pedir algumas sugestões. No momento, acabamos nos assustando com os preços, pois parecia haver uma divergência entre o que observamos nos anúncios e o que nos era oferecido. Quase estávamos saindo da agência sem nenhuma definição, quando percebi o nosso erro. Estávamos pedindo pacotes para vários lugares próximos e não para um destino único, o que encarecia o valor. Voltei e perguntei: "E se for apenas para Roma?". Ela fez os cálculos e sim, era perfeitamente viável! Caberia com tranquilidade no nosso orçamento e, finalmente, poderíamos conhecer um dos lugares mais mágicos desse planeta.

Fechar com a CVC também foi legal por outro motivo. Eles possuem o serviço de "Lista de Casamento", onde nossos convidados poderiam nos presentear com cotas de viagem. Para nós, que estávamos com a casa praticamente montada, seria uma excelente opção.

Então, deixamos mais ou menos tudo acertado e fomos pesquisar hotéis e definir quanto tempo ficaríamos na cidade.

A partir daí, lemos muito sobre Roma. Entramos em vários blogs como esse, em sites de dicas de hotéis e em uma infinidade de endereços eletrônicos com sugestões de roteiros. A maioria deixava claro que a hospedagem em Roma era apenas para dormir, que ninguém esperasse muita coisa dos hotéis, nem do café da manhã. Muitos diziam que o breakfast nos hotéis de Roma era composto de um suco ralo e um croissant.

Foi quando, pesquisando no site tripadvisor, chegamos ao Hotel Park dei Massimi. As recomendações eram as melhores possíveis e o preço, praticamente, semelhante com os outros de categoria inferior. Falavam bem da hospitalidade dos funcionários, do breakfast farto, dos quartos adequados. Como ponto negativo, enfatizavam a distância do centro da cidade, o que era compensado por um serviço de transporte gratuito do hotel. Depois de pensar bastante, ficamos com ele.

Depois, foi só fazer os acertos finais com a CVC e esperar o dia.